Marina Silva declara apoio à intervenção no Rio de Janeiro

Pré-candidata à presidência da República, a ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) divulgou na noite de sexta-feira (16), em suas redes sociais, uma nota em que declara apoio ao decreto de Michel Temer que instaura a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Para Marina, a intervenção se faz necessária diante da ” incapacidade do governo estadual do Rio de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada da violência”.

Já senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), correligionário de Marina, chegou a dizer em seu perfil no Twitter que “o decreto de intervenção federal no Rio, no fundo, é uma manobra diversionista do Governo Temer pra desviar o foco do fracasso na votação da Reforma da Previdência”. Na sequência, no entanto, encampou um discurso diferente em outro tweet: “Votarei favoravelmente ao decreto, em decorrência da situação de calamidade no RJ. Mas é importante que o Congresso acompanhe de perto a evolução dessa intervenção, para que não se torne pretexto para suprimir o regime democrático e encetar uma ruptura autoritária”.

Abaixo, confira a íntegra da nota de Marina sobre o assunto.

“O decreto de intervenção do presidente Michel Temer é uma medida extrema para lidar com a situação grave de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

A incapacidade do governo estadual do Rio de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada da violência, que tem ceifado e ameaçado a vida da população, é uma realidade que também aflige outras regiões do país.

A crise política e administrativa no estado agrava ainda mais a situação.

Essa medida imediata de intervenção reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras.

No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento, para que a respectiva execução, de fato, traga a devida proteção e amparo à sofrida população do Rio, em lugar de aumentar suas agruras.”

Para Marina, maioria dos partidos faz ‘negócios’ em vez de política

Ex-ministra, ex-senadora, candidata derrotada em duas eleições presidenciais (2010 e 2014) e provável concorrente ao cargo na sucessão de 2018, Marina Silva (Rede) afirmou que “os partidos não estão mais fazendo política, a maioria deles está fazendo negócios”. Ela foi entrevistada pelo jornalista Roberto D’Ávila, em programa exibido na noite desta quarta-feira, 26, pelo canal por assinatura GloboNews.

A ex-ministra do Meio Ambiente defendeu candidaturas avulsas para concorrer com os partidos. “Os partidos não estão mais fazendo política, a maioria dele está fazendo negócios. É preciso criar uma concorrência idônea para os partidos. Vários países têm candidaturas independentes. Não é a pessoa, é uma lista endossada por um percentual de cidadãos, uma plataforma que precisa ser registrada na Justiça Eleitoral, e com isso você conseguiria recrutar pessoas da sociedade. Esse monopólio fez muito mal à política, e agora os partidos estão se tornando autarquias, com o megafundo partidário que estão querendo e com toda a concentração de poder.”

Marina silva 2018 afirmou que a política está ampliando os problemas nacionais: “Eu tenho dito que a política há muito deixou de ajudar a resolver os problemas e passou a criar problemas. O Brasil era a oitava economia do mundo e despencou em função de decisões políticas equivocadas. Nós eramos um país de pleno emprego e agora temos 14 milhões de desempregados por decisões políticas equivocadas”. Segundo ela, o Brasil está “vivendo num poço sem fundo, o que é pior do que o fundo do poço”. “Nesse momento não vai ter um partido ou uma figura salvadora da pátria”, disse.Confira eleições 2018 brasil.

Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista – Rede Marina Silva

“Não temos outra alternativa que não seja Marina Silva. Ela é nossa candidata a presidente e para quem eu trabalho nesse sentido”, disse o senador Randolfe Rodrigues (AP), a principal liderança da Rede no Congresso. A candidatura da ex-senadora de 59 anos é dada como certa pela sigla, mas Marina não manifestou publicamente o desejo de entrar na disputa pela terceira vez consecutiva.

Marina ficou em terceiro nas eleições de 2010 e 2014. Na última pesquisa Datafolha, ela somou 15% das intenções de voto e empatou tecnicamente com Bolsonaro na segunda colocação. Segundo Randolfe, a ex-senadora lançará uma candidatura “antissistêmica e contra o establishment que se tornou a política”.

Marina passou ilesa pelos escândalos de corrupção que devastaram Brasília, mas ouve cobranças para ser mais assertiva em seus posicionamentos. Randolfe afirma que as críticas são resultado da oposição feita pela Rede “aos dois pólos de poder, caracterizados por PT e PSDB”. “Alguém que se credencia dessa forma é atacado com mais intensidade. A Marina tem se manifestado no tempo dela, segundo a metodologia dela.”

Houve também especulações de que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa poderia ser o vice-presidente de Marina. “Joaquim tem o perfil que a Rede pretende, mas essa é uma decisão unilateral dele”, disse Randolfe. “Farei o que puder para Joaquim se filiar ao partido. Estou convencido de que uma eventual chapa com ele e Marina teria enormes chances de conquistar as eleições.”

Fique por dentre das notícias sobre Eleições 2018 Brasil! Acesse:

Bolsonaro 2018

Lula 2018

Marina Silva 2018

Aécio Neves 2018

João Doria 2018

Geraldo Alckmin 2018