Para Marina Silva, governo aumenta imposto para comprar voto na Câmara

Em entrevista ao jornalista Roberto D´Avila, da GloboNews, a ex-senadora Marina Silva (Rede, confira biografia Marina silva) afirmou, na noite desta quarta-feira, que o governo tira dinheiro do contribuinte, ao aumentar o imposto sobre combustíveis, para comprar votos de deputados e tentar barrar a denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva.

— Tira com uma mão para comprar votos de parlamentares na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e faz com que o contribuinte tenha que pagar o preço com o aumento do combustível — disse ela.

Para Marina, uma das formas de “aliciamento” é por meio da liberação de emendas parlamentares:

— As pessoas compõem o governo distribuindo pedaços do Estado. Faz a maioria no Congresso com aliciamento de votos, como está fazendo agora o presidente Temer, para ter maioria para se manter no poder, juntamente com seus ministros investigados, escondidos atrás do foro privilegiado, com distribuição de emendas.

A ex-senadora sugeriu ainda que o governo está sabotando a operação Lava-Jato ao fazer cortes no orçamento do Ministério da Justiça:

— Como é que a Polícia Federal sofre os cortes que está sofrendo, e o Ministério da Justiça, quando uma das coisas mais importantes que está acontecendo é o trabalho da Operação Lava-Jato? Às vezes chega a se pensar que está acontecendo uma sabotagem.

Ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula, ela criticou o que considera retrocessos ambientais da gestão Temer.

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— Quem invadiu terra ilegalmente na Amazônia está recebendo as dádivas do governo, inclusive para votar a favor dele (na apreciação da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República) — afirmou a ex-senadora, em referência à bancada ruralista.

Perguntada se disputará novamente a Presidência da República no ano que vem, Marina disse que ainda não decidiu:

— Eu ainda estou fazendo meu discernimento e isso é a verdade.

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Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista – Rede Marina Silva

“Não temos outra alternativa que não seja Marina Silva. Ela é nossa candidata a presidente e para quem eu trabalho nesse sentido”, disse o senador Randolfe Rodrigues (AP), a principal liderança da Rede no Congresso. A candidatura da ex-senadora de 59 anos é dada como certa pela sigla, mas Marina não manifestou publicamente o desejo de entrar na disputa pela terceira vez consecutiva.

Marina ficou em terceiro nas eleições de 2010 e 2014. Na última pesquisa Datafolha, ela somou 15% das intenções de voto e empatou tecnicamente com Bolsonaro na segunda colocação. Segundo Randolfe, a ex-senadora lançará uma candidatura “antissistêmica e contra o establishment que se tornou a política”.

Marina passou ilesa pelos escândalos de corrupção que devastaram Brasília, mas ouve cobranças para ser mais assertiva em seus posicionamentos. Randolfe afirma que as críticas são resultado da oposição feita pela Rede “aos dois pólos de poder, caracterizados por PT e PSDB”. “Alguém que se credencia dessa forma é atacado com mais intensidade. A Marina tem se manifestado no tempo dela, segundo a metodologia dela.”

Houve também especulações de que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa poderia ser o vice-presidente de Marina. “Joaquim tem o perfil que a Rede pretende, mas essa é uma decisão unilateral dele”, disse Randolfe. “Farei o que puder para Joaquim se filiar ao partido. Estou convencido de que uma eventual chapa com ele e Marina teria enormes chances de conquistar as eleições.”

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Aécio Neves 2018

João Doria 2018

Geraldo Alckmin 2018

Marina Silva diz que condenação de Lula ‘mostra que ninguém está acima da lei’

Ex-senadora e líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva afirmou em seu Twitter, nesta quarta-feira, que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio mostra “amadurecimento das instituições democráticas, em que ninguém está acima da lei e da Constituição”. Marina foi ex-ministra do Meio Ambiente de Lula de 2003 a 2008.

As declarações foram feitas em sua conta no Twitter e depois publicadas , em formato de nota da Rede. Marina disse que a “condenação a um ex-presidente é fato grave”, assim como, segundo ela, o impeachment de Dilma Rousseff e a denúncia de Michel Temer por corrupção passiva, que hoje tramita na CCJ da Câmara.

A líder da Rede defendeu o prosseguimento da Operação Lava-Jato e a punição dos que cometeram delitos. “É preciso garantir que a Lava Jato vá até o fim de sua missão e resista, com o apoio da sociedade, aos golpes que vêm sofrendo por parte daqueles que, no poder, resistem a ter seus delitos investigados e punidos”, afirmou# MARINA SILVA 2018.

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