Marina Silva fala de setor agrícola, aprovação em MT e reforma trabalhista

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade-AC) que lançou oficialmente sua pré-candidatura a presidente da República no início deste mês de dezembro esteve em Cuiabá neste sábado (16) para participar do seminário 18 Eixos Estratégicos para um Brasil Sustentável promovido pelo partido.

Em entrevista a imprensa a presidenciável citou a importância do apoio ao setor agrícola para gerar emprego e renda, mas ressaltou a necessidade do desenvolvimento de uma economia sustentável.

“O apoio para o que setor agrícola, que é muito importante para nossa balança comercial, para o Brasil possa gerar emprego e renda, mas que tenha o devido apoio para ser uma economia sustentável. Não dá para querer aumentar a nossa rentabilidade no setor agropecuário sem investir em tecnologia, sem investir em inovação, sem criar arregramentos que faça essa integração entre o desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente”, disse.

Questionada sobre os 14,11% dos votos que teve no estado de Mato Grosso na eleição 2018 brasil de 2014, a pré-candidata disse ter uma boa aprovação na região Centro Oeste e acredita que o pensamento das pessoas estão mudando em relação aos políticos que vencem com um discurso e que o mudam na prática.

“No Tocantins fiquei em primeiro lugar, em Brasília também fiquei primeiro. O problema é que aqui as pessoas moram muito perto de Brasília e elas observam a pratica daqueles que ganham a eleição com um discurso e depois vão para lá fazer corrupção. Eu tenho 33 anos de vida pública graças a deus ando de cabeça erguida em todos os lugares e fazemos o debate. Ainda bem que o povo é mais sábio no seu processo de escolha. Por que o povo não fica de olho só no discurso, mas também na prática. E aqui no centro oeste as pessoas estão dando uma boa resposta graças a Deus”, pontuou Gshow BBB 2018.

Para Marina, maioria dos partidos faz ‘negócios’ em vez de política

Ex-ministra, ex-senadora, candidata derrotada em duas eleições presidenciais (2010 e 2014) e provável concorrente ao cargo na sucessão de 2018, Marina Silva (Rede) afirmou que “os partidos não estão mais fazendo política, a maioria deles está fazendo negócios”. Ela foi entrevistada pelo jornalista Roberto D’Ávila, em programa exibido na noite desta quarta-feira, 26, pelo canal por assinatura GloboNews.

A ex-ministra do Meio Ambiente defendeu candidaturas avulsas para concorrer com os partidos. “Os partidos não estão mais fazendo política, a maioria dele está fazendo negócios. É preciso criar uma concorrência idônea para os partidos. Vários países têm candidaturas independentes. Não é a pessoa, é uma lista endossada por um percentual de cidadãos, uma plataforma que precisa ser registrada na Justiça Eleitoral, e com isso você conseguiria recrutar pessoas da sociedade. Esse monopólio fez muito mal à política, e agora os partidos estão se tornando autarquias, com o megafundo partidário que estão querendo e com toda a concentração de poder.”

Marina silva 2018 afirmou que a política está ampliando os problemas nacionais: “Eu tenho dito que a política há muito deixou de ajudar a resolver os problemas e passou a criar problemas. O Brasil era a oitava economia do mundo e despencou em função de decisões políticas equivocadas. Nós eramos um país de pleno emprego e agora temos 14 milhões de desempregados por decisões políticas equivocadas”. Segundo ela, o Brasil está “vivendo num poço sem fundo, o que é pior do que o fundo do poço”. “Nesse momento não vai ter um partido ou uma figura salvadora da pátria”, disse.Confira eleições 2018 brasil.

Eleições 2018 Brasil: Candidatos na pista – Rede Marina Silva

“Não temos outra alternativa que não seja Marina Silva. Ela é nossa candidata a presidente e para quem eu trabalho nesse sentido”, disse o senador Randolfe Rodrigues (AP), a principal liderança da Rede no Congresso. A candidatura da ex-senadora de 59 anos é dada como certa pela sigla, mas Marina não manifestou publicamente o desejo de entrar na disputa pela terceira vez consecutiva.

Marina ficou em terceiro nas eleições de 2010 e 2014. Na última pesquisa Datafolha, ela somou 15% das intenções de voto e empatou tecnicamente com Bolsonaro na segunda colocação. Segundo Randolfe, a ex-senadora lançará uma candidatura “antissistêmica e contra o establishment que se tornou a política”.

Marina passou ilesa pelos escândalos de corrupção que devastaram Brasília, mas ouve cobranças para ser mais assertiva em seus posicionamentos. Randolfe afirma que as críticas são resultado da oposição feita pela Rede “aos dois pólos de poder, caracterizados por PT e PSDB”. “Alguém que se credencia dessa forma é atacado com mais intensidade. A Marina tem se manifestado no tempo dela, segundo a metodologia dela.”

Houve também especulações de que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa poderia ser o vice-presidente de Marina. “Joaquim tem o perfil que a Rede pretende, mas essa é uma decisão unilateral dele”, disse Randolfe. “Farei o que puder para Joaquim se filiar ao partido. Estou convencido de que uma eventual chapa com ele e Marina teria enormes chances de conquistar as eleições.”

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